segunda-feira, 24 de maio de 2010

Rachel de Queiroz



Principais Obras


• O quinze, romance 1930, tradução francesa com o título "L'année de la grande sécheresse",Stock,Paris,1986,ISBN 2-234-01933-8
• João Miguel, romance (1932)
• Caminho de pedras, romance (1937)
• As Três Marias, romance (1939)
• A donzela e a moura torta, crônicas (1948)
• O galo de ouro, romance (folhetins na revista O Cruzeiro, 1950)
• Lampião - peça de teatro (1953)
• A beata Maria do Egito- peça de teatro (1958)
• Lampião; A Beata Maria do Egito (livro-2005)
• Cem crônicas escolhidas (1958)
• O brasileiro perplexo, crônicas (1964)
• O caçador de tatu, crônicas (1967)
• Um Alpendre, uma rede, um açude - 100 crônicas escolhidas
• O homem e o tempo - 74 crônicas escolhidas
• O menino mágico, infanto-juvenil (1969)
• Dora, Doralina, romance (1975)
• As menininhas e outras crônicas (1976)
• O jogador de sinuca e mais historinhas (1980)
• Cafute e Pena-de-Prata, infanto-juvenil (1986)
• Memorial de Maria Moura, romance (1992)
• Teatro, teatro (1995)
• Nosso Ceará, relato, (1997) (em parceria com a irmã Maria Luiza de Queiroz Salek)
• Tantos Anos, autobiografia (1998) (com a irmã Maria Luiza de Queiroz Salek)
• Não me deixes: suas histórias e sua cozinha, memórias gastronômicas (2000) (com Maria Luiza de Queiroz Salek)


Resumo da Obra "O Quinze"

Durante a grande seca de 1915 duas tramas se passam nesse, que é o mais renomado e popular romance de Raquel de Queiroz. Em primeiro lugar vem a trama entorno da história de Pedro Bento, um vaqueiro e suas dificuldades com sua família. De outra feita desenvolve-se a trama entre o dono do sítio, Vicente, proprietário das vacas, homem rude e grotesco. Vicente possuiu uma relação amorosa instável com sua prima Conceição, mulher jovem, bela e letrada que vem passar as férias na fazendo de sua família. Conceição, no entanto, é muito diferente do universo local. Mulher de estudos parece ter uma tendência as idéias feministas e socialistas. Sua relação com o proprietário rural Vicente será , como se pode imaginar por esse esquema, extremamente problemático.


Suas considerações-Opiniões-Críticas sobre a escritora

Estreou em 1927, com o pseudônimo de Rita de Queiroz, publicando trabalho no jornal O Ceará, de que se tornou afinal redatora efetiva. Em fins de 1930, publicou o romance

O quinze, que teve inesperada e funda repercussão no Rio de em São Paulo. Com vinte anos apenas, projetava-se na vida literária do país, agitando a bandeira do romance de fundo social, profundamente realista na sua dramática exposição da luta secular de um povo contra a miséria e a seca.O livro, editado às expensas da autora, apareceu em modesta edição de mil exemplares, impresso no Estabelecimento Gráfico Urânia, de Fortaleza. Recebeu crítica de Augusto Frederico Schmidt, Graça Aranha,Agripino Grieco e Gastão Gruls. A consagração veio com o Prêmio da Fundação Graça Aranha.

Cronista emérita, publicou mais de duas mil crônicas, cuja seleta propiciou a edição dos seguintes livros: A donzela e a moura torta; 100 Crônicas escolhidas; O brasileiro perplexo e O caçador de tatu. No Rio, onde reside desde 1939, colaborou no Diário de Notícias, em O Cruzeiro e em O Jornal. Tem duas peças de teatro, Lampião, escrita em 1953, e A Beata Maria do Egito, de 1958, laureada com o prêmio de teatro do Instituto Nacional do Livro, além de O padrezinho santo, peça que escreveu para a televisão, ainda inédita em livro. No campo da literatura infantil, escreveu o livro O menino mágico, a pedido de Lúcia Benedetti. O livro surgiu, entretanto, das histórias que inventava para os netos. Dentre as suas atividades, destaca-se também a de tradutora, com cerca de quarenta volumes já vertidos para o português.Recebeu o Prêmio Nacional de Literatura de Brasília para conjunto de obra em 1980; o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Ceará, em 1981; a Medalha Mascarenhas de Morais, em solenidade realizada no Clube Militar (1983); a Medalha Rio Branco, do Itamarati (1985); a Medalha do Mérito Militar no grau de Grande Comendador (1986); a Medalha da Inconfidência do Governo de Minas Gerais (1989); O Prêmio Luís de Camões (1993); o Prêmio Moinho Santista, na categoria de romance (1996); o Diploma de Honra ao Mérito do Rotary Clube do Rio de Janeiro (1996); o título de Doutor Honoris Causa, pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (2000). Em 2000, foi eleita para o elenco dos “20 Brasileiros empreendedores do Século XX”, em pesquisa realizada pela PPE (Personalidades Patrióticas Empreendedoras).

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Fernando Pessoa e seus heterônimos


Fernando António Nogueira Pessoa foi um grande poeta, ficcionista, dramaturgo, filósofo, prosador português que viveu entre os séculos XIX e XX. Nasceu a 13 de Junho, numa casa do Largo de São Carlos, em Lisboa.


Pessoa ortónimo era um poeta introvertido, meditativo, anti-sentimental, sensível, não acreditava em Deus e, que refletia as inquietações e estranhezas que questionam os limites da realidade da sua existência e do mundo.

Aos cinco anos morreu-lhe o pai, vítima de tuberculose e, no ano seguinte, o seu irmão. Devido ao segundo casamento da mãe, em 1896, com o cônsul português em Durban, na África do Sul, viveu nesse país entre 1895 e 1905,e aí seguiu os estudos secundários. Freqüentou ainda, durante um ano, a escola comercial e a Universidade do Cabo.

No tempo em que viveu em Durban, passou um ano de férias (entre 1901 e 1902), em Portugal, tendo residido em Lisboa e viajado para Tavira, para contatar com a família paterna, e para a ilha Terceira, onde vivia a família materna. Já nesse tempo escreveu sozinho, vários jornais, assinados com diferentes nomes. Em 1905 regressou definitivamente a Lisboa, freqüentou por um período breve (1906-1907), o Curso Superior de Letras. A partir de 1908, dedicou-se à tradução de correspondência estrangeira de várias casas comerciais e, nos seus tempos livres dedicava-se à escrita e ao estudo de Filosofia (grega e alemã), ciências humanas e políticas, teosofia e literatura moderna. Em 1920, ano em que a mãe, viúva, regressou a Portugal com os irmãos e em que Fernando Pessoa foi viver de novo com a família, iniciou uma relação sentimental com Ophélia Queiroz.

Este namoro, parece ter conseguido que Pessoa ortónimo deixasse, por momentos, o isolamento e descobrisse a sua capacidade de viver uma verdadeira relação afetiva. Como Fernando Pessoa não confiava na sinceridade da amada, terminou a relação em 1929, a qual foi testemunhada pelas cartas de amor de Pessoa, emitidas em 1978. Em 1925, ocorreu a morte da mãe. Fernando Pessoa morreu uma década depois, a 30 de Novembro de 1935, de uma cólica hepática, causada provavelmente pelo consumo excessivo de álcool. Fernando Pessoa segue, formalmente, os modelos da poesia tradicional Portuguesa, em textos de grande suavidade rítmica e musical. Devido à grande importância deste escritor, existe atualmente em Lisboa, na última morada do autor, a Casa de Fernando Pessoa.

Poema

“O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.”

Jean Seul um de seu Heterônimo

Jean Seul de Méluret - poeta e ensaísta em francês.É suposto ter nascido a 1 de agosto de 1885,um ano mas velho que Charles Learch e mais três do que Alexander.Tarefa:escrever em frânces -poesia e sátiras ou trabalhos científicos com uma intenção satírica ou moral.



De entre outros, de menor importância, destaca-se ainda o semi-heterónimo Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros que sempre viveu sozinho em Lisboa e revela, no seu Livro do Desassossego, uma lucidez extrema na análise e na capacidade de exploração da alma humana.